Código Morse

Letra Código
Internacional
Letra Código
Internacional
A .- N -.
B -... O ---
C -.-. P .--.
D -.. Q --.-
E . R .-.
F ..-. S ...
G --. T -
H .... U ..-
I .. V ...-
J .--- W .--
K -.- X -..-
L .-.. Y -.--
M -- Z --..
Código internacional
1 ·----
2 ··---
3 ···--
4 ····-
5 ·····
6 -····
7 --···
8 ---··
9 ----·
0 -----
Código internacional
Ponto [.] ·-·-·-
Vírgula [,] --··--
Interrogação [?] ··--··
Apóstrofo [‘] ·----·
Exclamação [!] -·-·--
Barra [/] -··-·
Parênteses [(] -·--·
Parênteses [)] -·--·-
E comercial [&] ·-···
Dois pontos [:] ---···
Ponto e vírgula [;] -·-·-·
Igual [=] -···-
Hífen [-] -····-
Linha baixa [_] ··--·-
Aspas [“] ·-··-·
Cifrão [$] ···-··-
Arroba [@] ·--·-·

Alfabeto Fonético Internacional

Symbol Code word Conflicting accounts of the pronunciation
ICAO 2008
in IPA[18]
ICAO 2008 respelling[18] ITU-R 2007 (WRC-07) respelling[11] IMO English
respelling
(French)[19]
FAA respelling
(with stress)[12]
SIA[20]
(France aeronautical)
1957 U.S. Navy respelling[21] NATO & U.S. Army respelling[22] Average
A Alfa ˈælfa AL FAH AL FAH (AL FAH) ALFAH al fah AL fåh AL fah ˈælfɑ
B Bravo ˈbraːˈvo BRAH VOH BRAH VOH (BRA VO) BRAHVOH bra vo BRÄH VŌH BRAH voh ˈbrɑ(ˈ)vo
C Charlie ˈtʃɑːli or
ˈʃɑːli
CHAR LEE or SHAR LEE CHAR LEE (or SHAR LEE)
TCHAH LI (ou CHAR LI)
CHARLEE tchah li,
char li
CHÄR LĒĔ [sic] CHAR lee ˈ(t)ʃɑ(r)li
D Delta ˈdeltɑ DELL TAH DELL TAH (DEL TAH) DELLTAH del tah DĔLL tåh DEL tah ˈdɛltɑ
E Echo ˈeko ECK OH ECK OH (EK O) ECKOH èk o ĔCK ōh EKK oh ˈɛko
F Foxtrot ˈfɔkstrɔt FOKS TROT FOKS TROT FOX TROTT FOKSTROT fox trott FŎKS trŏt FOKS trot ˈfɔkstrɔt
G Golf ɡʌlf GOLF GOLF (GOLF) GOLF golf GŎLF Golf ˈɡɔlf
H Hotel hoːˈtel HO TELL HOH TELL HOH TELL (HO TÈLL) HOHTELL ho tèll hōh TĔLL HO tell hoˈtɛl
I India ˈindi.ɑ IN DEE AH IN DEE AH (IN DI AH) INDEE AH in di ah ÏN dēē åh [sic] IN dee ah ˈɪndiɑ
J Juliett ˈdʒuːli.ˈet JEW LEE ETT JEW LEE ETT (DJOU LI ÈTT) JEWLEE ETT djou li ètt JEW lēē ĔTT JEW lee ett ˈdʒuli(ˈ)ɛt
K Kilo ˈkiːlo KEY LOH KEY LOH (KI LO) KEYLOH ki lo KĒY lōh KEY loh ˈkilo
L Lima ˈliːmɑ LEE MAH LEE MAH (LI MAH) LEEMAH li mah LĒĒ måh LEE mah ˈlimɑ
M Mike mɑik MIKE MIKE (MA ÏK) MIKE maïk MĪKE Mike ˈmaɪk
N November noˈvembə NO VEM BER NO VEM BER (NO VÈMM BER) NOVEMBER no vèmm ber nō VĔM bēr [sic] NOH vem ber noˈvɛmbə(r)
O Oscar ˈɔskɑ OSS CAH OSS CAH (OSS KAR) OSSCAH oss kar ŎSS cåh OSS car ˈɔskɑ
P Papa pəˈpɑ PAH PAH PAH PAH (PAH PAH) PAHPAH pah pah påh PÄH PAH pah pɑˈpɑ
Q Quebec keˈbek KEH BECK KEH BECK (KÉ BÈK) KEHBECK ké bèk kēh BĒCK [sic] keh BECK keˈbɛk
R Romeo ˈroːmi.o ROW ME OH ROW ME OH (RO MI O) ROWME OH ro mi o ROW mē ōh ROW me oh ˈromio
S Sierra siˈerɑ SEE AIR RAH SEE AIR RAH (SI ÈR RAH) SEEAIRAH si èr rah sēē ÄIRråh see AIR ah siˈɛrɑ
T Tango ˈtænɡo TANG GO TANG GO (TANG GO) TANGGO tang go TĂNG gō TANG go ˈtæŋɡo
U Uniform ˈjuːnifɔːm or
ˈuːnifɔrm
YOU NEE FORM or OO NEE FORM YOU NEE FORM (or OO NEE FORM)
YOU NI FORM (ou OU NI FORM)
YOUNEE FORM
(or OO-NEE-FORM)[23]
you ni form,
ou ni form
YOU nēē fôrm YOU nee form ˈ(j)unifɔ(r)m
V Victor ˈviktɑ VIK TAH VIK TAH (VIK TAR) VIKTAH vik tar VĬK tåh VIK ter ˈvɪktɑ
W Whiskey ˈwiski WISS KEY WISS KEY (OUISS KI) WISSKEY ouiss ki WĬSS kēy WISS key ˈwɪski
X X-ray ˈeksˈrei ECKS RAY ECKS RAY ECKS RAY (ÈKSS ) ECKSRAY [sic][24] èkss  ĔCKS rāy EKS ray ˈɛks(ˈ)re
Y Yankee ˈjænki YANG KEY YANG KEY (YANG KI) YANGKEY [sic][24] yang ki YĂNG KĒY [sic] YANG kee ˈjæŋki
Z Zulu ˈzuːluː ZOO LOO ZOO LOO (ZOU LOU) ZOOLOO zou lou ZŌŌ lōō ZOO luu ˈzulu
0 Zeronadazero ZE-RO[25] NAH-DAH-ZAY-ROH[26] NAH-DAH-ZAY-ROH (NA-DA-ZE-RO)[26][27] ZE-RO / ZEE-RO zi ro Zero ZE-RO ˈnɑˈdɑˈzeˈro, ˈziˈro
1 Oneunaone WUN OO-NAH-WUN OO-NAH-WUN (OUNA-OUANN) WUN ouann Wun WUN; Won (USMC)[28] (ˈuˈnɑ)ˈwʌn
2 Twobissotwo TOO BEES-SOH-TOO BEES-SOH-TOO (BIS-SO-TOU) TOO tou Too TOO (ˈbiˈso)ˈtu
3 Threeterrathree TREE TAY-RAH-TREE TAY-RAH-TREE (TÉ-RA-TRI) TREE tri Thuh-ree TREE (ˈteˈrɑ)ˈtri
4 Fourkartefour FOW-er KAR-TAY-FOWER KAR-TAY-FOWER (KAR-TÉ-FO-EUR) FOW-ER fo eur Fo-wer FOW-ER (ˈkɑrˈte)ˈfoə(r)
5 Fivepantafive FIFE PAN-TAH-FIVE PAN-TAH-FIVE (PANN-TA-FAIF) FIFE fa ïf Fi-yiv FIFE (ˈpænˈtɑ)ˈfaɪf
6 Sixsoxisix SIX SOK-SEE-SIX SOK-SEE-SIX (SO-XI-SICKS) SIX siks Six SIX (ˈsɔkˈsi)ˈsɪks
7 Sevensetteseven SEV-en SAY-TAY-SEVEN SAY-TAY-SEVEN (SÉT-TÉ-SEV’N) SEV-EN sèv n Seven SEV-EN (ˈseˈte)ˈsɛvən
8 Eightoktoeight AIT OK-TOH-AIT OK-TOH-AIT (OK-TO-EIT) AIT eït Ate AIT (ˈɔkˈto)ˈet
9 Ninenovenine[29] NIN-er NO-VAY-NINER NO-VAY-NINER (NO-VÉ-NAI-NEU) NIN-ER naï neu Niner NIN-ER (ˈnoˈve)ˈnaɪnə(r)
. (decimal point) Decimalpoint DAY-SEE-MAL[25] DAY-SEE-MAL (DÉ-SI-MAL) (point)  si mal ˈdeˈsiˈmæl
00 Hundred HUN-dred (hundred) hun-dred Hun-dred ˈhʌndrɛd
000 Thousand TOU-SAND[25] (thousand) taou zend Thow-zand TOU-SAND ˈtaʊˈzɛnd
– (hyphen) Dash[citation needed]
. (full stop) Stop STOP STOP (STOP) ˈstɔp

Código Q

Desenvolvido no início do século XX, o código internacional “Q” tinha o propósito de facilitar as comunicações entre os navios britânicos e suas partes relacionadas. Com o tempo, o código passou a ser utilizado como padrão entre comunicações de rádio em todo o mundo.

Muitas pessoas conhecem parte do código, utilizando-o, inclusive em conversas por telefone, internet ou outros meios telemáticos, por recreação. Todavia, trata-se de um “dicionário” extenso que deve ser dominado por qualquer operador de rádio, civil ou militar.

Confira a lista completa do código internacional “Q” e consulte este material sempre que necessário.

 

Código Pergunta Resposta ou informação
QAP Está na escuta? Permaneça na escuta ou estou na escuta
QAM Qual é a condição meteorológica? Aqui a condição meteorológia é …
QRA Qual o nome operador? O meu nome é …
QRB A qual distância aproximada você está da minha estação? A distância aproximada entre nossas estações é… milhas náuticas (ou quilômetros)
QRC Que organização particular (ou administração estadual) liquida as contas de sua estação? A liquidação das contas da minha estação está sob o encargo da organização particular… (ou da administração estadual…)
QRD Aonde vai e de onde vem? Vou a… e venho de…
QRE A que horas pensa chegar a… (ou estar sobre…) (lugar) Penso chegar a…(lugar) (ou estar sobre…) às… horas.
QRG Qual é minha frequência exata (ou frequência exata de…)? Sua frequência exata (ou frequência exata de…) é… kHz (ou… MHz).
QRH Minha frequência varia? Sua frequência varia.
QRI Como é a tonalidade de minha estação? A tonalidade de sua estação é:

  1. Boa
  2. Variável
  3. Ruim
QRJ Quantas chamadas radiotelefônicas você tem para despachar? Eu tenho … chamadas radiotelefônicas para despachar.
QRK Qual a clareza dos meus sinais (ou de…) ? A clareza de seus sinais (ou dos sinais de) é:

  1. Ruim
  2. Pobre
  3. Razoável
  4. Boa
  5. Excelente
QRL Você está ocupado? Estou ocupado (ou ocupado com…).Favor não interferir
QRM Está sendo interferido? Sofre interferência:

  1. Nulas
  2. Ligeira
  3. Moderada
  4. Severa
  5. Extrema
QRN Está sendo perturbado por estática? Estou sendo perturbado por estática:

  1. Não
  2. Ligeiramente
  3. Moderadamente
  4. Severamente
  5. Extremamente
QRO Devo aumentar a potência do transmissor? Aumente a potência do transmissor.
QRP Devo diminuir a potência do transmissor? Diminua a potência do transmissor.
QRQ Devo transmitir mais depressa? Transmita mais depressa (…palavras por minuto).
QRR Está pronto para operação automática? Estou pronto para operação automática. Transmita à… palavras por minuto.
QRS Devo transmitir mais devagar? Transmita mais devagar (… palavras por minuto).
QRT Devo cessar a transmissão? Cesse a transmissão.
QRU Tem algo para mim? Não tenho nada para você.
QRV Está preparado? Estou preparado.
QRW Devo avisar a… que você o está chamando em … kHz(ou…MHz). Por favor, avise … que o estou chamando em …kHz(ou …MHz).
QRX Quando você chamará novamente? Eu o chamarei novamente às… horas, em …kHz(ou …MHz).
QRY Qual a minha ordem de vez?(Refere-se a comunicação) É número …(ou de acordo com qualquer indicação)(Refere-se a comunicação)
QRZ Quem está me chamando? Você está sendo chamado por … em… kHz (ou … MHz).
QSA Qual a intensidade de meus sinais(ou dos sinais de…)? A intensidade dos seus sinais (ou dos sinais de …) é:

  1. Apenas perceptível
  2. Fraca
  3. Satisfatória
  4. Boa
  5. Ótima
QSB A intensidade de meus sinais varia? A intensidade de seus sinais varia.
QSC Sua embarcação é de carga? Minha embarcação é de carga.
QSD Minha manipulação está defeituosa? Sua manipulação está defeituosa.
QSE Qual o deslocamento estimado da embarcação de salvamento? O deslocamento estimado da embarcação de salvamento é … (números e unidades).
QSF Você realizou o salvamento? Eu realizei o salvamento e estou seguindo para a base … (com … pessoas feridas necessitando ambulância).
QSG Devo transmitir … telegramas de uma vez? Transmita … telegramas de uma vez.
QSH Você é capaz de retornar usando seu equipamento radiogoniométrico? Eu sou capaz de retornar usando meu equipamento radiogoniométrico.
QSI Não consegui interromper a … (indicativo de chamada). Sua transmissão ou informe que não conseguir interromper sua transmissão em …kHz (ou … MHz).
QSJ Qual a taxa a ser cobrada para … incluindo sua taxa interna? A taxa a ser cobrada para … incluindo a minha taxa interna é … francos, ou reais, ou dólares … ou simplesmente referindo-se a um valor em dinheiro.
QSK Pode ouvir-me entre seus sinais, em casa afirmativo, posso interromper sua transmissão? Posso ouvi-lo entre meus sinais: pode interromper minha transmissão.
QSL Pode acusar recebimento? Acuso recebimento.
QSM Devo repetir o último telegrama que transmiti para você (ou algum telegrama anterior)? Repita o último telegrama que você enviou para mim(ou telegrama(s) número(s)…).
QSN Escutou-me ou …(indicativo de chamada) em …kHz (ou …MHz)? Escutei-o ou …(indicativo de chamada) em …kHz (ou …MHz)
QSO Pode comunicar-me diretamente (ou por retransmissão) com…? Posso comunicar-me diretamente (ou por retransmissão) com… .
QSP Quer retransmitir gratuitamente a …? Vou retransmitir gratuitamente a… .
QSQ Há médicos ou Enfermeiros a bordo ou … (nome da pessoa) a bordo? Há médicos ou Enfermeiros a bordo ou … (nome da pessoa) a bordo.
QSR Devo repetir a chamada na frequência de chamada? Repita a chamada na frequência de chamada: não ouvi você (ou há interferência).
QSS Que frequência de trabalho você usará? Usarei a frequência de trabalho de …kHz (normalmente basta indicar os três último algarismo da frequência).
QSU Devo transmitir ou responder nesta frequência ou em …kHz(ou … MHz) com emissões do tipo…? Transmita ou responda nesta frequência ou em …kHz(ou … MHz) com emissões do tipo… .
QSV Devo transmitir uma série de “v” nesta frequência ou em … kHz(ou … MHz)? Transmita uma série de “v” nesta frequência ou em … kHz(ou … MHz)?
QSW Vai transmitir nesta frequência ou em … kHz (ou … MHz) (com emissão do tipo …)? Vou transmitir nesta frequência ou em … kHz (ou … MHz) (com emissão do tipo …),
QSX Quer escutar a … (indicativo de chamada) em … kHz ( ou … MHz)? Estou escutando a … (indicativo de chamada) em … kHz ( ou … MHz)?
QSY Devo transmitr em outra frequência? Transmita em outra frequência ou em … kHz (ou… MHz).
QSZ Tenho que transmitir cada palavra ou grupo mais de uma vez? Transmita cada plavra ou grupo duas vezes (ou … vezes).
QTA Devo cancelar o mensagem número …? Cancele o mensagem número … .
QTB Concorda com minha contagem de palavras? Eu não concordo com sua contagem de palavras; vou pedir a primeira letras ou dígito de cada palavra ou grupo.
QTC Quantos recados para transmitir? Tenho … recado transmitir (ou para …).
QTD O que recolheu o barca ou a aeronave de salvamento? … (identificação) recolheu:

  1. … (número) sobreviventes.
  2. … restos de naufrágio.
  3. … (número) de cadáveres
QTE Qual a minha orientação com relação a você? ouQual a minha orientação com relação a … (indicativo de chamada) Sua orientação verdadeira com relação a mim é… grau as… horas ouA orientação verdadeira de …(indicativo de chamada) com relação a … (indicativo de chamada) era de … grau as … horas.
QTF Quer indicar a posição de minha estação de acordo com as orientações tomadas pelas estações refiogoniométricas que você controla? A posição de sua estação de acordo com as orientações tomadas pelas estações radiogoniométricas que, eu controlo era … latitude, … longitude, (ou outra indicação de posição) tipo… às … horas.
QTG Quer transmitir dois traços de 10 segundos cada, seguidos de seu indicativo de chamada (repetindo … vezes) em kHz(ou …MHz)?Quer pedir dois traços de 10 segundos cada, seguidos de seu indicativo de chamada (repetindo … vezes) em kHz(ou …MHz)? Vou transmitir dois traços de 10 segundos cada, seguidos de seu indicativo de chamada (repetindo … vezes) em kHz(ou …MHz).Pedi dois traços de 10 segundos cada, seguidos de seu indicativo de chamada (repetindo … vezes) em kHz(ou …MHz).
QTH Qual é seu local endereço posição em latitude e longitude (ou de acordo com qualquer outra indicação)? Meu local de endereço posição é … de latitude, … de longitude(ou de acorde com qualquer outra indicação).
QTI Qual é o seu rumo VERDADEIRO? Meu rumo VERDADEIRO é … graus.
QTJ Qual a sua velocidade (refere-se à velocidade de um navio ou aeronave com relação à água ou ar, respectivamente). Minha velocidade é de … nós (ou quilômetros por horas, ou milhas por hora). (indique a velocidade de um navio ou aeronave através da água ou ar, respectivamente).
QTK Qual a velocidade de sua aeronave com relação à superfície terrestre? A velocidade de minha aeronave com relação à superfície terrestre ér … nós (ou quilômetros por horas, ou milhas terrestres por hora).
QTL Qual o seu rumo VERDADEIRO? Meu rumo VERDADEIRO é … graus.
QTM Qual é o seu rumo MAGNÉTICO? Meu rumo MAGNÉTICO é … graus.
QTN A que horas saiu de … (lugar)? Saí de … (lugar) às … horas.
QTO Pode comunicar-se com minha estação por meio de código internacional de sinais? Vou comunicar-me com sua estação por meio de código internacional de sinais.
QTR Qual é a hora certa? A hora certa é … horas.
QTS Quer transmitir seu indicativo de chamada para sintonizar ou para que sua frequência possa ser medida agora (ou às … horas) em … kHz (ou MHz)? Vou transmitir meu indicativo de chamada para sintonizar ou para que sua frequência possa ser medida agora (ou às … horas) em … kHz (ou MHz).
QTT O sinal de identificação que segue se sobrepõe à outra emissão.
QTU Qual é o horário de funcionamento de sua estação? O horário de funcionamento da minha estação é … horas.
QTV Devo fazer escuta por você na frequência de … kHz (ou … MHz) das … às … horas? Faça escuta por você na frequência de … kHz (ou … MHz) das … às … horas.
QTW Como se encontra os sobrevivente? Os sobreviventes se encontras em … condições e precisam urgentemente …
QTX Quer manter sua estação aberta para nova comunicação comigo até que eu o avise(ou até às… horas)? Vou manter minha estação aberta para nova comunicação com você até que me avise (ou até às … horas)
QTY Você está seguindo para o lugar do acidente? Caso afirmativo, quando espera chegar? Estou seguindo para o lugar do acidente e espero chegar às … horas em … (data).
QTZ Você continua a busca? Continuo a busca de … (aeronave, navio, dispositivo de salvamento, sobreviventes ou destroços).
QUA Tem notícias de … (indicativo de chamada)? Envio notícias de …(indicativo de chamada).
QUB Pode dar-me na seguinte ordem, informações sobre: a direção em graus VERDADEIROS e velocidade do vento na superfície; visibilidade; condições meteriológicas atuais; quantidade, tipo e altura das nuvens sobre a superfície em … (lugar de observação)? Envio informações solicitadas: (As unidades usadas para velocidade e distâncias devem ser indicadas).
QUC Qual é o número (ou outra estação) da última mensagem qe você recebeu de mim ou de … (indicativo de chamada)? O número (ou outra estação) da última mensagem recebida de você ou de … (indicativo de chamada) é … .
QUD Recebeu o sinal de urgência transmitido por … (indicativo de chamada da estação móvel)? Recebi o sinal de urgência transmitido por … (indicativo de chamada da estação móvel) às … horas.
QUE Pode usar telefonia tem … (idioma) por meio de intérprete, se possível, em quaisquer frequência? Posso usar telefonia em … (idioma) em … kHz (ou … MHz).
QUF Recebeu o sinal de perigo transmitido por … (indicativo de chamada da estação móvel)? Recebi o sinal de perigo transmitido por … (indicativo de chamada da estação móvel)?
QUH Quer dar-me a pressão barométrica atual ao nível do mar? A pressão barométrica atual ao nível do mar é …(unidades).
QUI Suas luzes de navegação estão acesas? Minhas luzes de navegação estão acesas
QUJ Quer indicar o rumo VERDADEIRO para chegar a você (ou …)? O rumo VERDADEIRO para me alcançar (ou …) … graus às … horas.
QUK Pode me informar as condições do mar observada em … (lugar ou coordenadas)? O mar em … (lugar ou coordenadas) está … .
QUL Pode me informar as vagas observadas em … (lugar ou coordenadas)? As vagas em … (lugar ou coordenadas) são … .
QUM Posso recomeçar tráfego normal? Pode começar tráfego normal.
QUN Solicito às embarcações que se encontram em minhas proximidades imediatas ou (nas proximidades de … latitude e … longitude) ou (nas proximidades de … ) favor indicar rumo VERDADEIRO e velocidade. Minha posição, rumo VERDADEIRO e velocidade são … .
QUO Devo efetuar busca de:

  1. aeronave
  2. navio
  3. embarcação de salvamento nas proximidades de … latitude, … longitude (ou de acordo com qualquer outra indicação) ?
Efetue busca de:

  1. aeronave
  2. navio
  3. embarcação de salvamento nas proximidades de … latitude, … longitude (ou de acordo com qualquer outra indicação).
QUP Quer indicar sua posição por meio de:

  1. refletores
  2. rastro de fumaça
  3. sinais pirotécnicos?
Estou indicando minha posição por meio de:

  1. refletores
  2. rastro de fumaça
  3. sinais pirotécnicos?
QUQ Devo orientar meu refletor quase verticalmente para uma nuvem, piscando se possível e, caso aviste sua aeronave, dirigir o facho contra o vento e sobre a água (ou solo) para facilitar seu pouso? Por favor, orientar seu refletor quase verticalmente para uma nuvem, piscando se possível e, caso aviste sua aeronave, dirigir o facho contra o vento e sobre a água (ou solo) para facilitar meu pouso.
QUR Os sobreviventes:

  1. Receberam equipamentos salva-vidas?
  2. Foram recolhidos por embarcação de salvamento?
  3. Foram encontrados por grupo de salvamento de terra?
Os sobreviventes:

  1. Receberam equipamentos salva-vidas?
  2. Foram recolhidos por embarcação de salvamento?
  3. Foram encontrados por grupo de salvamento de terra.
QUS Você avistou sobreviventes ou destroços? Em caso afirmativo, em que posição? Avistei:

  1. sobreviventes na água;
  2. sobreviventes em balsas;
  3. destroços na latitude …, longitude … (ou de acordo com qualquer outra informação).
QUT Foi marcado o local do acidente? A posição do acidente está marcada por:

  1. balsa flamígena ou fumígena;
  2. bóia;
  3. produto corante;
  4. … (especificar qualquer outro sinal)
QUU Devo dirigir o navio ou aeronave para minha posição? Dirija o navio ou aeronave (indicativo de chamada)?

  1. para sua posição transmitindo seu indicativo de chamada e traços longos em … kHz (ou … MHz);
  2. transmitindo em … kHz (ou MHz) o rumo verdadeiro para chegar a você.
QUW Você está na área de busca designada como … nome da zona ou latitude e longitude) ? Estou na área de busca (designação).
QUY Foi marcada a posição da embarcação de salvamento? A posição da embarcação de salvamento foi marcada às … horas por:

  1. baliza flamígena;
  2. bóia;
  3. produto corante;
  4. …(especificar qualquer outro sinal).

Texto extraído de https://defesa.org/dwp/codigo-q-muito-mais-que-qsl-e-qap/

Sobreviver e saber atirar são coisas diferentes

Se a sua sobrevivência é centrada na sua habilidade de atirar, você é um péssimo estrategista.

A sua capacidade de atirar e acertar o alvo (marksmanship) deve ser treinada rotineiramente, por ser uma ferramente indispensável para a sobrevivência.

A melhoria na execução dos fundamentos do tiro, contudo, pode proporcionar uma armadilha de leitura para os incautos: acreditar que a sua capacidade de tiro deve ser suficiente para centralizar o seu treinamento ou a sua atenção quando do uso da força.

Há muito tempo, o Coronel Jeff Cooper já falava sobre a sua tríade do combate, dividida entre Marksmanship (tiro), Gun handling (Manuseio da arma) e Mindset (Mentalidade), tentando explicar esse conceito aos ingênuos.

Tríade do Combate

Esta linha de raciocínio foi continuamente repetida, aperfeiçoada, reescrita pelos principais doutrinadores desde então, mas todos com um ponto em comum: o tiro é a parte menos importante do combate.

Sem minimizar a importância de se saber usar uma arma, é necessário compreender que o combate deve ser vencido principalmente com o cérebro. Se você estiver fazendo tudo certo na sua vida, você nunca vai precisar efetuar nenhum disparo mas, se precisar, estará apto a acertar os alvos.

Assim como num jogo de Xadrez, não vence quem captura mais peças, mas sim quem consegue cercar o Rei, o foco do combatente deve ser em impedir que seu inimigo lute ao invés de proporcionar um combate cinematográfico e dispendioso.

Procuramos a vantagem tática e, principalmente, boas estratégias, independente do nível de conflito do qual tratamos, seja para enfrentar os crimes urbanos simples, quanto para a guerra entre países.

O seu fuzil é uma ferramenta. A verdadeira arma é o seu cérebro.

 

Lucas Silveira

Instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas

CAR System agora é chamado de 360 CQD

O estado da arte do uso da força é uma constante mutação. Aquele que não evolui está fadado à derrota que, nesse contexto, em ultima análise, significa uma morte violenta.

A sociedade do século XX na qual Paul Castle desenvolveu o CAR System tinha diferenças significativas da realidade hodierna. O mesmo acontece com as os equipamentos,, com as táticas, técnicas e com as ameaças mais prováveis do cidadão moderno.

A Natural Tactical Systems – sucessora da já extinta Sabre Tactical, empresa de Castle – , com o irrestrito apoio da Academia Brasileira de Armas, não se omitiu frente aos desafios modernos. Há anos aprimora, de forma alinhada com o estado da arte, o legado do fundador do CAR System. Este trabalho é agora coroado com uma nova nomenclatura, que melhor descreve a evolução técnica nas últimas décadas: 360 CQD.

Se você quer conhecer mais sobre aonde a ciência, tecnologia e a experiência levaram o antigo CAR System da extinta Sabre Tactical, entre em contato com a Natural Tactical Systems e/ou venha treinar com um de seus instrutores autorizados, reconhecidos internacionalmente, na nossa sede.

Nullius in verba

Lucas Silveira
Instrutor-chefe

Manual para a prática de treinamento a seco seguro

(Instituto DEFESA e Academia Brasileira de Armas)

– O treinamento a seco pode proporcionar incontáveis benefícios ao desempenho do cidadão que pretende usar sua arma para o combate ou prática esportiva.
– A primeira das preocupações do praticante deve ser a segurança dos procedimentos e ambiente de prática, tema deste material. Trataremos da melhor metodologia em publicação posterior.
A prática não leva à perfeição. A prática correta leva. Se você ainda não passou por cursos formais com armas de fogo, existe uma chance enorme de você praticar errado. Isso acarreta perda de tempo não apenas nas suas sessões de dry-fire, mas também no seu processo de “reaprendizagem”, quando apresentado ao método mais correto. Não confunda treinamentos com cursos.

1. Local

O local destinado a prática de treinamento a seco precisa estar isolado. Pode ser um cômodo da sua casa, o seu quintal, não importa, desde que não hajam transeuntes e interrupções.

Feche todos os acessos ao local e retire deste ambiente todas as munições e armas reais.

Certifique-se de terminar um local para o “alvo”. Ele deve ser capaz de absorver o impacto de um disparo indesejado. Não dispare em direções aleatórias.

Coloque algo para servir de alvo, propriamente dito. Pode ser um alvo de papel, um alvo metálico ou um manequim.

2. Terceiros

Certifique-se de informar terceiros que compartilham o mesmo local sobre o que você está fazendo. Avise seus familiares, por exemplo, que a porta está fechada e deverá permanecer assim. Ninguém deve entrar no ambiente ate o final da sessão, nem interromper sua prática.

3. Tempo de treino

Não é necessário investir horas a fio no seu treinamento a seco. Sessões de até 15 minutos, bem organizadas, são suficientes.

4. Procedimentos para início

Agora que o local já está isolado e seguro, você pode efetivamente acessá-lo com o a intenção de dar início ao treinamento.

  •  Leve consigo apenas a sua arma de treinamento e acessórios para o treino
  • Voltado para uma direção segura, retire o carregador de sua arma.
  • Cicle a arma múltiplas vezes para extrair uma eventual munição da câmara
  • Trave o ferrolho à retaguarda e confira a câmara vazia de forma visual e tátil (não ignore a forma tátil)
  • Coloque uma munição inerte (NoBullet, por exemplo), na câmara.
  • Coldreie ou coloque sua arma em local seguro
  • Reúna todos seus carregadores, desmuniciando-os e colocando as munições em uma embalagem destacada. Não se esqueça da munição que estava na câmara.

5. Faça lento, mas faça certo

Embora este material não tenha o objetivo de tratar da metologia de treinamento a seco, vale lembrar: nunca comprometa sua FORMA em nome da velocidade durante este tipo de treino.

6. Interrupções

Caso mesmo após seu alerta, você ainda for interrompido, cuidado: refaça todo o checklist antes de reiniciar seu treinamento.

7. Procedimentos para conclusão

Uma vez que você decidiu parar de treinar, não volte atrás. Resista à tentação de efetuar “só mais uma repetição”.

Retire a munição de treinamento da sua arma, municie seus carregadores, carregue o armamento.

Diga em voz alta para si mesmo: O treinamento a seco acabou. Estou carregando minha arma com munição real. O treinamento a seco acabou.


Material inspirado na doutrina de Ken Murray.

A importância da comunicação no combate

O Brasil passa por um período de recuperação no número de cidadãos armados e, por consequência, temos acesso a uma infinidade de materiais de treinamento feitos por profissionais, por instruendos ou por curiosos autodidatas.

Apesar do efeito positivo na popularização do uso das armas, o senso comum relacionado ao tiro encontra terreno fértil na internet. Alunos e professores repetem movimentos que parecem interessantes, super táticos, com óculos escuros, velcro, barbas, tatuagens e caras de mau, na maior parte das vezes sem entender nada do que estão fazendo. ou por que estão fazendo.

Um dos erros mais comuns no treinamento é a falha na comunicação.  A comunicação é o elo que transforma um amontoado de pessoas em uma equipe. A comunicação pode ser a diferença entre a sua ação ser legalmente justificada ou excessiva. Uma palavra dita na hora correta pode salvar sua vida com tanta propriedade quanto um disparo bem efetuado.

Comunicar-se significa transmitir informação, o que pode ser feito de maneira verbal ou não verbal.

Para uma equipe bem treinada – que pode ser um grupo militar ou a sua família – rotinas pré-estabelecidas poupam esforços auditivos e de raciocínio, além de fornecerem algo encriptado para o inimigo. Não é nada inteligente gritar “pane”, “recarga”, “não sei onde ele está” ou “acabou a munição”, não é?

A comunicação não-verbal pode ser executada por gestos com as mãos – mais comum -, com a posição corporal, sinais luminosos, cadência de disparos e tudo mais que a criatividade permitir.

Tão importante quanto transformar esse aglomerado de pessoas em uma equipe por meio da comunicação, é oferecer as palavras certas para o inimigo e para suas vítimas reais ou potenciais. Essas pessoas vão ser chamadas a testemunhar, não se esqueça.

Quando o cenário é extremo, não se pode contar com o improviso.  Se você tomar uma decisão nessas circunstâncias, a probabilidade de que ela não seja a melhor possível é enorme.

Quantas vezes você treinou como vai se comunicar com a testemunha que acabou de assistir você alvejar um assaltante?

Nullius in verba

 

 

 

Curso x treinamento – entenda a diferença

A busca pelo aprimoramento técnico no ramo do tiro e/ou combate pode ser trilhada por vários caminhos diferentes.

Observo muita gente, na justa tentativa de melhor alocar seus recursos, especialmente financeiros, fazer escolhas contraproducentes,  o que, no fim das contas, exige muito mais tempo e dinheiro que a opção inicialmente mais cara.

Para contextualizarmos isso tudo, precisamos ter uma boa noção de conceitos erroneamente misturados: cursos e treinamentos.

Cursos de tiro são eventos que têm como função precípua a apresentação ou aprimoramento de determinada técnica ou conjunto delas,  num cenário controlado e básico, não aplicado. Diferente de um estágio, por exemplo. Assunto para outro texto.

Treinamentos são sessões de repetições de técnicas ou conjunto delas que têm como objetivo internalizar determinado padrão de movimento, comportamento ou conhecimento, com o objetivo de torná-lo naturalmente executável quando o fato concreto demandar.

Boa parte das pessoas, talvez a maioria, tenta substituir os cursos com treinamento e algumas delas, tendem a acreditar que os cursos possam substituir os treinos. Dois erros.

Esses eventos são mutuamente complementares e raramente mutuamente excludentes. Ou seja: a função de um bom instrutor, em um curso específico, é orientar os seus atos a fim de torná-los mais eficazes, mais inteligentes, o que jamais vai acontecer caso a nova rotina não seja treinada.

Além disso, no uso de arma de fogo, a boa instrução compreende um fator extra: aprimoramento em práticas seguras, normalmente negligenciadas pelos autodidatas e, cujo aprendizado pode acontecer a custo muito alto. É claro, isso pode ser substituído pelo treinamento bem assistido e/ou monitorado.

  1. Quando se faz um curso e não se treina o novo conhecimento, a tendência é o esquecimento.
  2. Quando se treina sem a instrução adequada, a tendência é a massificação de padrões errados ou, na melhor das hipóteses, é gastar muito tempo e dinheiro para descobrir algo que lhe seria dito de imediato pelo instrutor.
  3. Quando não se treina e não se aprimora por cursos, você cai na mediocridade.
  4. Quando se consegue aliar bons cursos a sessões orientadas de treinamento, a evolução é constante.

Faça cada segundo de sua prática valer a pena.

Nullius in verba!

Como se defender de um ataque com faca

Escrito por Lucas Silveira.

No último final de semana o presidenciável e mais provável futuro Presidente do Brasil foi vítima de um atentado terrorista.

Armado com uma faca pelos seus comparsas, o militante de esquerda desferiu uma estocada contra o abdome do candidato, que foi rapidamente levado para o atendimento médico.

Nesse caso concreto havia uma multidão, e o ataque inopinado apenas poderia ter sido evitado pela prevenção, responsabilidade precípua da equipe de segurança que, quero acreditar, foi ignorada pela vítima, que assumiu o risco em prol da campanha.

Para fins pedagógicos, vamos simplificar o cenário e entender as melhores formas de sobreviver a um ataque com facas.

Esta instrução é parte do conteúdo do Curso de Combate com Facas Nível I da Academia Brasileira de Armas, baseado no Kali Silat e no Kombato. Para os efeitos deste texto, nosso cenário é composto por um agressor determinado a matar, e uma vítima.

  1. Controle a distância – Mantenha a distância o máximo que puder. A faca é uma arma poderosa, mas apenas funciona a curtíssima distância. Por óbvio, se o agressor estiver de um  lado da rua, e a vítima estiver do outro lado da rua, é impossível que ele tenha êxito em seu delito.  Quem controla a distância, controla o combate.
  2. Utilize a balística a seu favor – Caso exista a obrigação legal ou moral de enfrentar o agressor, o padrão ouro contra ataque com facas é, a partir de uma distância segura, disparar contra o agressor até a sua incapacitação, quantas vezes forem necessárias.  Na falta de uma arma de fogo, atire objetos contra o agressor: pedras, móveis, objetos de decoração, eletrônicos.
  3. Procure algo mais comprido que a faca para lutar – Com exceção da arma de fogo, o melhor objeto contra uma faca é um bastão. Havendo a possibilidade da adequada movimentação e, por consequência, mais uma vez, o controle de distância, é impossível para o detentor da faca lograr êxito.
  4. Em último caso, saque a sua faca – combate com facas não é Hollywood. Quando uma lâmina é sacada, alguém irá se ferir gravemente ou, provavelmente, morrer, e pode ser você. Lutar em igualdade tática é burrice. Se você se encontra em uma luta justa, você não se esforçou o suficiente. Esteja certo de utilizar as melhores técnicas e estratégias nesta fase.
  5. Nunca lute desarmado contra uma faca – Se lutar em igualdade de condições é burrice, eu não sei como chamar alguém que, tendo a opção de recuar e reagrupar esforços para combater com vantagem, escolhe fazê-lo em inferioridade. Caso, contudo, você se veja em um cenário em que lutar desarmado contra uma faca seja inevitável, a melhor estratégia é manter-se afastado o maior tempo possível, procurando por armas próprias, armas impróprias e saídas para fuga. O único combate injusto é aquele que você perde.

Não se aprende nada disso lendo um texto, portanto, se você pretende aprender como sobreviver a um cenário caótico como este, procure uma escola especializada. Além, obviamente, da Academia Brasileira de Armas, recomendamos os instrutores graduados pela Kali Silat Brasil e pela Kombato.

Os 10 mandamentos do combate armado (e mais!)

Escrito por Lucas Silveira.

Em 2013 escrevi os 10 mandamentos do combate armado. Foram 10 importantes conceitos que viralizaram na internet e foram replicados incontáveis vezes.

Faço questão de republicar o artigo original também aqui na Academia Brasileira de Armas, 5 anos depois. Confira:

Não existe jeito fácil. Não existe treinamento que baste. Não existe arma suficientemente boa. O combate armado é sempre extremamente difícil, especialmente diante da letalidade das armas modernas e da imprevisibilidade da reação do seu inimigo. Todavia, algumas regras básicas, quando observadas, permitem ter vantagem em momentos de extrema tensão. Denominamo-os os 10 mandamentos do combate armado. Conheça e pratique cada um deles.

pistol combat

  1. Faça o que for preciso para sobreviver. Não existe nenhuma lei em vigor durante uma troca de tiros.
  2. Trapaceie. Iluda, engane, jogue sujo. O único combate desonroso é aquele em que você perde.
  3. Movimente-se. Nada é mais fácil de acertar que um alvo parado.
  4. Reduza a silhueta. Alvos pequenos são mais difíceis de serem acertados. Seja pequeno.
  5. Atire primeiro. Surpreenda.
  6. Atire melhor. Seja preciso.
  7. Atire mais vezes. Pulverize.
  8. Tudo o que vale a pena ser acertado, vale a pena ser acertado duas vezes. 
  9. Proteja-se. Use os abrigos naturais ou artificiais.
  10. Controle a distância. Quem controla a distância, controla o combate.

 


Em 2015, eu fiz um pequeno complemento a estes conceitos, no texto intitulado “5 dias para sobreviver à violência urbana”.  Replico o texto na íntegra:

Há algum tempo escrevi os 10 mandamentos do combate armado, que se tornou um “viral” contido até mesmo em apostilas de polícias estaduais pelo Brasil.

Nosso objetivo hoje é retroceder um pouco no tempo deste combate hipotético. Que medidas podem ser tomadas para aumentar as chances de sucesso frente à crescente violência urbana?

Vamos enumerar 5 pontos vitais que jamais devem ser subestimados, tanto pelo operador militar ou policial, quanto pelo pai de família que foi ao mercado fazer compras. Confiram.

 

1. Esteja sempre armado.

2. Trate a todos como se estivessem armados. Toda pessoa que tem uma arma, pode ter duas.

3. Nenhuma ameaça é individual. Nunca assuma que seu inimigo está sozinho.

4. Ataque primeiro. Ataque melhor. Ataque com mais força.

5. Se é impossível combater a agressão com superioridade, recue.

 

Vamos analisar cada um deles?

 

1. Esteja sempre armado.

Não basta estar armado, ou estar treinado. É preciso estar SEMPRE armado e SEMPRE com o treinamento em dia. Seu pior conflito ocorrerá no exato momento em que você baixar a guarda e pensar “mas eu vou só até a padaria comprar um sorvete…”.

2. Trate a todos como se estivessem armados. Toda pessoa que tem uma arma, pode ter duas.

Desde os tempos de Sun Tzu, subestimar o inimigo é um erro fatal. Assuma que sua ameaça está bem armada. Trate-a desta forma sempre, mesmo que você tenha razões para acreditar que não seja verdade.

Além disso, o fato de um agressor ter perdido ou entregado uma arma, não significa que ele não possa ter outra.

3. Nenhuma ameaça é individual. Nunca assuma que seu inimigo está sozinho.

A negligência deste ponto é decorrência da chamada visão de túnel ou da exclusão de auditório. Reações fisiológicas  fazem com que uma pessoa sob estresse reduza a sua capacidade de ver ou escutar qualquer coisa além da ameaça imediata.

Esta é a razão de se treinar o “scanning” (olhar para os lados) no tiro tático e nos treinamentos de combate desarmado de qualidade, de se evitar a todo custo andar para trás e de se combater um agressor no chão ou em luta agarrada.

Sempre levante-se, olhe para os lados, busque novas ameaças, antes do combate, durante o combate e depois dele, se houver.

4. Ataque primeiro. Ataque melhor. Ataque com mais força.

Confusões quanto a interpretação da legislação sobre legítima defesa ou até mesmo sobre um conceito errado de ética ou moral podem fazer o neófito acreditar que precisa ser efetivamente agredido para poder responder com a força necessária.

Não é verdade. Se o confronto físico é iminente, sua obrigação tática é agir primeiro, inopinadamente e com a violência necessária para impedir o ataque oriundo do inimigo. Surpresa, velocidade e violência da ação. Diligentia, vis, celeritas. Já ouviu isso antes?

5. Se é impossível combater a agressão com superioridade, recue.

Situações de estresse geram no corpo humano a chamada reação de luta, fuga ou congelamento. Tratamos com frequência da luta, mas é importante não subestimar o valor da fuga.

Fugir não é desonroso. Não significa desistir do combate, mas apenas reagrupar esforços para repelir uma agressão de modo inteligente. Apenas aceite um combate se a vitória for significativamente mais provável que a derrota.

O único combate injusto é aquele em que você perde.

 

Referências:

https://www.defesa.org/os-10-mandamentos-do-combate-armado/ – Acesso em 03 de setembro de 2018, 10:30

https://www.defesa.org/5-dicas-para-sobreviver-a-violencia-urbana/ – Acesso em 03 de setembro de 2018, 10:30