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7 lições sobre segurança extraídas da invasão palestina à Israel

Lucas Silveira é instrutor-chefe da ABA Intl
Lucas Silveira é instrutor-chefe da ABA Intl

Nos últimos dias, o grupo terrorista Hamas invadiu Israel, matando e sequestrando centenas de civis pegos de surpresa. Boa parte dos cidadãos israelenses foram atacados durante um show, outros diversos, ao que parece foram assassinados dentro de suas próprias casas.

O objetivo deste texto não é fazer uma análise geopolítica do conflito milenar, mas sim, de aproveitar esse trágico momento para aprender analisando o comportamento dos dois lados para aprimorar a sua própria capacidade combativa e consciência situacional.

Portanto, preparei uma lista de 7 itens que foi possível observar nos últimos dias. Confira e comente se você concorda com eles e se ainda existe algo que gostaria de acrescentar.

  1. O Estado é absolutamente incapaz de defender você ou a sua família. Compete a você, portanto, estar apto a enfrentar seus inimigos. Não terceirize essa obrigação.

2. O mesmo Estado que não consegue proteger a sua família, vai criar burocracias para que você se defenda. Isso nunca funcionou para o bem da população em nenhum lugar do mundo, em nenhum período da História. Pessoas desarmadas não são cidadãos, são apenas alvos aos olhos de pessoas mal intencionadas, o que inclui assassinos, terroristas e políticos.

3. Nunca abaixe a guarda. A região dos conflitos é historicamente violenta. Ainda assim os cidadãos estavam completamente despreparados para um ataque que inevitavelmente aconteceria.

4. Coragem pode superar capacidade. O padrão técnico do Hamas é extremamente baixo. Sob uma análise crítica de um comando militar sério, os invasores não estariam nem perto de estar tecnicamente aptos a operar. Todavia, ainda assim, eles seguiram com o plano e conseguiram impor pesadas baixas aos seus inimigos. Treine a coragem na mesma proporção que você treina a sua técnica.

5. Existem várias formas de se encerrar um conflito, mas apenas duas são definitivas: A rendição incondicional ou a obliteração do inimigo. Qualquer armistício diferente disso pode reacender o conflito no futuro.

6. A propaganda é mais importante que a bomba. Enquanto se travam as batalhas com armas e explosivos, algo muito mais relevante acontece na camada estratégica superior: a propaganda. Na guerra (ou na reação armada) a verdade não importa. O que importa é a aparência.

7. Considerando o baixíssimo nível técnico da média dos civis e militares em todo o mundo, com um pouco de dedicação em cursos e treinamentos orientados é possível ter uma vantagem tática relevante em um cenário extremo. Aprenda sempre.

O burro nunca aprende, o inteligente aprende com sua própria experiência e o sábio aprende com a experiência dos outros. Provérbio Chinês

Da pesquisa à prática

O conhecimento é útil quando muda o que você faz em seguida.

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