Papyrus 13 de Maio – New Developments in Understanding the Behavioral Science Factors in the “Stop Shooting” Response

New Developments in Understanding the Behavioral Science Factors in the “Stop Shooting” Response
William J. Lewinski, PhD, Director, Force Science Research Center, Minnesota State University, Mankato, CEO, Force Science Institute, Ltd.Christa Redmann, Bethany Lutheran College/Force Science Institute, Ltd.(Research at FSRC and elsewhere leads to an understanding of the behavioral reasons why officers cannot stop shooting the instant the threatening behavior of the subject ceases.)

A law enforcement officer can use deadly force with a firearm in a variety of circumstances. However, once that officer has used deadly force, the microscope of the investigators, his or her department, the courts, and society will focus on the circumstances of the shooting and the officer’s response(s) to those circumstances. Inherent within this investigation will be a close scrutiny on two phases of the shooting. First, the officer’s decision and/or reaction to start shooting and then the officer’s decision and/or reaction to stop shooting. For understandable reasons, in lethal force encounters, the officer’s primary focus is usually on surviving threats to his or her life, and most of the officer’s preparation and training has focused on the officer’s responses that would most likely guarantee that survival. Very little attention if any is focused on immediately stopping shooting when the lethal threat changes—even if stopping immediately was humanly possible.

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Comparativo entre munições 5,56NATO fabricadas pela CBC

Introdução

Figura 01

O projeto do calibre 5,56x45mm começou em 1957, mas apenas no Sec XXI o o coloquialmente conhecido “5,56” passou, de fato, a se popularizar no Brasil, depois de anos de deletéria interferência do Exército Brasileiro.

Os fuzis nesse calibre, a exemplo do nacional T-4, fabricado pela Taurus, e dos clássicos importados, como da Armalite, Colt e Smith & Wesson, estão cada vez mais comuns em poder do homem livre.

As informações sobre a balística desse cartucho, contudo, para a maior parte dos usuários de fuzis, ainda são tristemente superficiais.

Este texto tem o objetivo de trazer uma breve comparação entre os principais tipo de cartuchos no calibre 5,56x45mm em fabricação, na data em que este texto é escrito, pelo fabricante nacional de munições.

Descrição inicial

O 5,56x45mm, ou 5,56 NATO ou vulgarmente 5,56 (cinco-cinco-meia), é um cartucho desenvolvido pela FN Herstal nos anos 1970, a partir do .223 Remington, desenvolvido pela Remington, na década de 1960.

Leitura recomendada:

O cartucho nasceu da necessidade de uma munição menor e mais amigável que o 7,62x51mm, com  uma balística entendida como necessária à época do seu desenvolvimento.

No Brasil, a Companhia Brasileira de Cartuchos, produz 8 tipos diferentes de 5,56, podendo causar dúvida quando da escolha do usuário:

  1. 5,56×45 Comum (Ball) – M193
  2. 5,56×45 Comum (Ball) – M193 Treina
  3. 5,56×45 Comum (Nato Ball) – SS109
  4. 5,56×45 High Performance
  5. 5,56×45 Steel Arrow Tip (SAT)
  6. 5,56×45 Traçante – L110
  7. 5,56×45 IR Tracer
  8. 5,56×45 Open Tip Match (OTM)

Vamos entender as características de cada um delas.

  1. 5,56×45 Comum (Ball) – M193

O M193 é o cartucho mais comum de 5,56. É uma munição com projétil de 55gr, indicado para alvos humanos, pequenos animais ou veículos não blindados.
ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO (Extraídas do site do fabricante)

Calibre: 5,56x45mm

Projétil: Comum (Ball) M193

Peso do Projétil (gr): 55

Peso do Projétil (g): 3,560

Utilização Genérica: Contra alvos não blindados ou com blindagem leve

Comprimento da Munição (mm): 57

Peso da Munição (g): 11,500

Velocidade a 24m (m/s): 965

Velocidade a 24m (pés/seg): 3,165

Energia a 24m (J): 1.658

Tempo de Ação (m/s), <=: 4

Velocidade e Tempo de Ação à temperatura de (°C): 21

Temperatura de Serviço (°C): -54 a +52

Coeficiente Balístico: 0,272

Material Estojo: Latão

Espoleta Iniciadora: Small Rifle Primer 7 1/2

Tipo de Espoleta Iniciadora: Boxer

2. 5,56×45 Comum (Ball) – M193 Treina

A munição treina é destinada unicamente a treinamentos.

ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO (Extraídas do site do fabricante)

Calibre: 5,56x45mm

Projétil: Comum (Ball) M193 Treina

Peso do Projétil (gr): 55

Peso do Projétil (g): 3,560

Utilização Genérica: Contra alvos não blindados ou com blindagem leve

Comprimento da Munição (mm): 57

Peso da Munição (g): 11,500

Velocidade a 24m (m/s): 965

Velocidade a 24m (pés/seg): 3,165

Energia a 24m (J): 1.658

Tempo de Ação (m/s), <=: 4

Velocidade e Tempo de Ação à temperatura de (°C): 21

Temperatura de Serviço (°C): -54 a +52

Passo de Raia recomendado: 1:12

Material Estojo: Latão

Espoleta Iniciadora: Small Rifle Primer 7 1/2

Tipo de Espoleta Iniciadora: Boxer

3. 5,56X45MM COMUM (NATO BALL) SS109

A SS109 é uma munição com um projétil mais pesado, se comparada com a M193. São 62 grains e, de acordo com a CBC, perfura uma chapa de aço SAE 1010 ou 1020 (dureza 55-70 HRb) de 3,5mm à distância de 570m.

ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO (Extraídas do site do fabricante)

Peso do Projétil (gr): 62

Peso do Projétil (g): 4

Comprimento da Munição (mm): 57

Peso da Munição (g): 12,100

Tempo de Ação (m/s), <=: 4

Velocidade e Tempo de Ação à temperatura de (°C): 21

4.  5,56X45MM HIGH PERFORMANCE

Esta é uma munição desenvolvida especialmente pra armas com cano com passo de raia 1:12. De acordo com a CBC, perfura uma chapa de aço SAE 1010 ou 1020 (dureza 55-70 HRb) de 3,5mm à distância de 570m.

Também usa o projétil de 55gr.

ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO (Extraídas do site do fabricante)

Calibre: 5,56x45mm

Projétil: High Performance

Peso do Projétil (gr): 55

Peso do Projétil (g): 3,560

Utilização Genérica: Contra alvos não blindados ou com blindagem leve

Comprimento da Munição (mm): 57

Peso da Munição (g): 12,200

Velocidade a 24m (m/s): 965

Velocidade a 24m (pés/seg): 3,166

Energia a 24m (J): 1.658

Tempo de Ação (m/s), <=: 4

Velocidade e Tempo de Ação à temperatura de (°C): 21

Temperatura de Serviço (°C): -54 a +52

Passo de Raia recomendado: 1:12

Material Estojo: Latão

Espoleta Iniciadora: Small Rifle Primer 7 1/2

Tipo de Espoleta Iniciadora: Boxer

5. 5,56×45 Steel Arrow Tip (SAT)

As munições SAT são produzidas para destruir blindados leves. De acordo com a CBC, perfura uma chapa de aço SAE 1010 ou 1020 (dureza 55-70 HRb) de 9,5mm à distância de 385m e de 3,5mm à distância de 570m.  Tem um projétil de 62gr.

Confira o vídeo promocional divulgado pela Companhia Brasileira de Cartuchos:

6.  5,56×45 Traçante – L110

As munições traçantes se acendem em voo, permitindo a sua visualização especialmente entre 140 e 660m da boca da arma.  A L110 usa projétil de 61gr, e é recomendada para armas com passo de raia 1:7.

Em decorrência do fósforo usado para gerar a sua luminosidade, sua trajetória é prejudicada, perdendo velocidade e, portanto, energia, mais rapidamente, se comparada com as munições SAT, SS109 ou M193.

ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO (Extraídas do site do fabricante)

Calibre: 5,56x45mm

Projétil: Traçante L110

Peso do Projétil (gr): 61

Peso do Projétil (g): 3,970

Utilização Genérica: Contra alvos não blindados ou com blindagem leve

Comprimento da Munição (mm): 57

Peso da Munição (g): 12,400

Velocidade a 24m (m/s): 863

Velocidade a 24m (pés/seg): 2,831

Energia a 24m (J): 1.480

Tempo de Ação (m/s), <=: 4

Velocidade e Tempo de Ação à temperatura de (°C): 21

Temperatura de Serviço (°C): -54 a +52

Passo de Raia recomendado: 1:7

Material Estojo: Latão

Espoleta Iniciadora: Small Rifle Primer 7 1/2

Tipo de Espoleta Iniciadora: Boxer

7. 5,56X45MM IR TRACER

As munições IR Tracer tem uma função tática específica: sua trajetória pode ser vista exclusivamente por operadores dotados de equipamento de visão noturna com tecnologia infravermelho, desde a boca do cano até cerca de 600m.

Assim, a olho nu, é impossível para os inimigos visualizarem sua origem, mas é factível ao atirador direcionar seus disparos de forma furtiva.

Usa um projétil de 61gr e tem o comportamento balístico equivalente à L110.

ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO (Extraídas do site do fabricante)

Calibre: 5,56x45mm

Projétil: IR Tracer

Peso do Projétil (gr): 61

Peso do Projétil (g): 3,970

Utilização Genérica: Contra alvos não blindados ou com blindagem leve

Comprimento da Munição (mm): 57

Peso da Munição (g): 12,400

Velocidade a 24m (m/s): 863

Velocidade a 24m (pés/seg): 2,831

Energia a 24m (J): 1.480

Tempo de Ação (m/s), <=: 4

Velocidade e Tempo de Ação à temperatura de (°C): 21

Temperatura de Serviço (°C): -54 a +52

Passo de Raia recomendado: 1:7

Material Estojo: Latão

Espoleta Iniciadora: Small Rifle Primer 7 1/2

Tipo de Espoleta Iniciadora: Boxer

8. 5,56X45MM OTM – OPEN TIP MATCH

A derradeira da nossa lista é a munição OTM. O projétil de 77 gr desses cartuchos é diferente: possui um pequeno furo na ponta, e o formato boat tail, com o objetivo de reduzir o arrasto.

A consequência é um voo mais lento, porém mais estável.

Gráficos comparativos entre diferentes munições

Considerações finais

Esse texto analisou as principais características das munições no calibre 5,56x45mm fabricadas pela Companhia Brasileira de Cartuchos. Os dados utilizados foram oriundos do próprio fabricante.
É necessário que futuras pesquisas obtenham estes dados por meio de medições próprias como forma de validar os números publicados.
Novos estudos também devem considerar munições de outros fabricantes e verificar os resultado a distâncias maiores que 300m.

Comparação entre os principais torniquetes do mercado

Torniquetes começaram a ser formalmente empregados entre militares americanos a partir de 1960.  De lá pra cá, notadamente após o começo do século XXI, a evolução desses materiais e da sua aplicação e testes em campo foi expressiva.

Assim, centenas de fabricantes em todo o mundo passaram a produzir equipamentos com o objetivo de cessar a hemorragia em membros. Nem todos, contudo, funcionam como deveriam.

O Comitê para o Tactical Combat Casualty Care (CoTCCC), seção do Joint Trauma System (JTS), divisão da Defense Health Agency, publicou as diretrizes iniciais para o atendimento pré-hospitalar de combate em 1996 e, atualmente, elenca uma série de torniquetes comerciais aprovados, conforme segue:

Este texto faz uma breve comparação entre os principais torniquetes do mercado, incluindo os citados pelo CoTCCC. Alguns deles, serão apresentados presencialmente na reunião do Projeto Papyrus – o grupo de estudos da Academia Brasileira de Armas – de 20 de  maio de 2020, podendo ser analisados também em vídeo.

Este material diz respeito exclusivamente aos torniquetes não pneumáticos.

Combat Aplication Tourniquet (CAT) – Aprovado pelo CoTCCC

Produzido pela North American Rescue, é o torniquete padrão do Exército Americano.

A versão mais moderna é o Geração 7, que se diferencia do modelo anterior por ter uma alavança (windlass) mais grossa e a tarja do lacre cinza ao invés de branco.

Parece ser o torniquete de mais rápida autoaplicação, se comparado com os demais. Possui uma ponta vermelha para fácil identificação.

Ratcheting Medical Tourniquet (RMT) Tactical – Aprovado pelo CoTCCC

Produzido pela m2inc, o RMT é aplicado de maneira ligeiramente dos CAT, pois funciona com um sistema de catracas, apertadas por meio de alavanca, conforme exibido no vídeo.

As instruções de uso são escritas no próprio torniquete permanentemente. Ele depende do auxílio da boca do operador para se autoaplicar em um dos braços.

SAM Extremity Tourniquet (SAM-XT) – Aprovado pelo CoTCCC

Produzido pela SAM Medical, o conceito principal desse torniquete é minimizar o número de voltas necessárias pela alavanca (windlass), graças a um sistema de furos e pinos, semelhante a um cinto, que se prendem ao atingir a melhor pressão.

De forma geral, a aplicação é idêntica a dos torniquetes CAT7. Diferente desses, contudo, o SAM tem a alavanca de metal (Alumínio 6061) e não de polímero, o que proporciona maior robustez.

SOF-Tactical Tourniquet-Wide (SOFTT-W)- Aprovado pelo CoTCCC

O SOF é um torniquete que aparenta  mais resistência que os demais aprovados pelo comitê. Ele já está na quarta geração, conta com um sistema de presilha que o distingue dos demais, permitindo abertura total mais rapidamente.

O SOF tem dois sistemas de segurança da alavanca, sendo um deles equivalente ao usado no CAT, e o segundo, um triângulo , onde é encaixada  a alavanca de alumínio de aviação.

Tactical Mechanical Tourniquet (TMT) – Aprovado pelo CoTCCC

Produzido pela Combat Medical, o TMT é um torniquete de alavanca semelhante ao SOF ou ao CAT, porém com algumas diferenças. Uma delas é o sistema de travamento: ao invés de ser dois semicírculos, como nos outros modelos, o TMT tem um sistema de encaixe que faz um “click” quando inserido. Ele também é mais largo, minimizando a dor do paciente quando da compressão.

TX2 Tourniquet (TX2) / TX3 Tourniquet (TX3) – Aprovado pelo CoTCCC

Os torniquetes TX2 e TX3 são produzidos pela RevMedX e recentemente aprovados pelo CoTCCC os dois modelos diferenciam-se entre si exclusivamente pela largura da banda. O TX2 tem 2 polegadas ao passo que o TX3 tem 3 polegadas.  Funcionam de forma semelhante aos RMT, com um sistema de catracas ao invés das alavancas do CAT ou SOF, necessitando portanto, também, do uso da boca do operador para autoaplicação em um dos braços.

As instruções de uso ficam permanentemente gravadas no próprio torniquete. A largura do torniquete ajuda a minimizar a dor do ferido.

Recon Tourniquet – Não aprovado pelo CoTCCC

Apesar de não ser um dos modelos recomendados pelo CoTCCC, o Recon Tourniquet, feito pela Recon Medical parece suficientemente confiável. Em alguns pontos, inclusive, até mais do que o clássico CAT.

Ele é o torniquete de menor custo desta lista, vendido pela metade do preço que o CAT, por exemplo.

Funciona com uma alavanca de metal e possui um furo próximo a extremidade para ajudar o operador a puxar a tira. A aplicação é executada da mesma maneira que o CAT, TMT ou SOF.

Considerações finais

Independente do torniquete que você escolha, o treinamento com o modelo escolhido é fundamental.

Ao se recomendar um equipamento para uso em combate, perguntas não usuais ao usuário comum devem ser feitas:

1. Ele tem rápida aplicação?

2. Ele funciona com diversos tipos de pessoas com diversas constituições físicas?

3. O equipamento suporta temperaturas extremas?

4. Ele continuará funcionando quando o socorrido for removido, arrastado ou precisar continuar combatendo?

5. É possível de ser aplicado usando luvas ou mãos ensanguentadas?

6. É possível de ser utilizado no escuro?

É impossível conhecer todos os tipos de torniquetes produzidos pelo mercado. Evidentemente o CoTCCC não testa cada um deles. Existem bons torniquetes que podem não ser reconhecidos pelo comitê e não foram abordados neste texto.

Lembre-se ainda de que infelizmente existem falsificações desses equipamentos disponíveis no mercado, que não atendem a nenhum padrão normativo e, portanto, devem ser rejeitados de pronto.