Uso de abrigo e cobertura

Uma habilidade relevante no tiro de combate consiste em encontrar, no ambiente, na iminência do confronto, estruturas naturais ou artificiais que possam servir para esconder (cobertura) ou proteger (abrigo) o combatente a fim de, com o uso ótimo da biomecânica, associada à geometria e à tática, expor o mínimo necessário de seu corpo aos riscos inerentes à ação.

Observe que o uso desses obstáculos aos projéteis precede o confronto, fazendo parte da mentalidade do combate: nos ensinamentos do Kombato, ao acessar um ambiente novo, deve-se seguir o mnemônico LÁPIS – Localizar Armas Próprias, Impróprias e Saídas.

Cerca de 70% dos ataques a policiais foram feitos, de acordo com condenados entrevistados nos Estados Unidos, pela falha ao detectar as ameaças previamente. A ocasião faz o ladrão.

No que diz respeito à última letra da sigla, “S”, é preciso que o cidadão armado procure identificar desde cedo as melhores rotas e posições para o combate em um ambiente novo, assim que ele é acessado.

Toda movimentação – que deve ser tão constante quanto possível – deve ser feita após responder às seguintes perguntas elementares:

  • Para onde vou?
  • Quando vou?
  • Como vou?
  • Por onde vou?

Já atrás da cobertura/abrigo é preciso minimizar, de fato, a sua exposição. Nesse momento noções de geometria de combate e Combat Mobility System  ajudam a se tornar um alvo difícil e a visualizar o inimigo antes de ser visualizado.

Por último, mas não com a intenção de esgotar o tema, é preciso ter boas noções sobre balística terminal. Quais são os materiais que efetivamente podem parar disparos de baixa e de alta energia? Objetos que podem ser abrigos contra pistolas, consubstanciam apenas coberturas contra fuzis, e vice-versa.

Considere ainda o efeito do ricochete, da ação da sua equipe e dos transeuntes, evitando o fogo cruzado inadvertido e o efeito de cone de proteção atrás dos objetos, sobre o qual, poderemos abordar em outro texto.