Não é legal ser old school no combate

As vezes o velho vira clássico, o ultrapassado vira retrô, o antiquado se torna vintage. Os eufemismos transbordam quando o objetivo é declarar que alguma coisa – ou comportamento – simplesmente ficou velha.

Quando o assunto é um corte de cabelo ou um carro, pode ser divertido, mas no momento em que o que está em jogo é a sua vida ou a da pessoa ao seu lado, o seu apego ao obsoleto pode custar muito mais que dinheiro.

A tecnologia no uso da força avança em progressão geométrica. A cada dia surgem novos objetos, acessórios e, principalmente, técnicas. Boa parte delas, é claro, são apenas produtos de marketing, sem eficácia real, senão para os vendedores. Uma pequena porção, contudo, é consubstanciada pela concretização de anos de aprendizado e o estado da arte na ciência pertinente.

No seu treino, pode ser interessante, ocasionalmente, impor uma dificuldade decorrente da obsolescência do seu equipamento.  Miras de aço preto, por exemplo.

No combate, contudo, o que se quer é usar todos os meios disponíveis pela tecnologia para auferir o máximo de vantagem. Não economize na melhor mira eletrônica do mercado. O que está em jogo é  sua incolumidade.

O mesmo vale para o treinamento. A Segunda Guerra Mundial foi lutada com basicamente nenhuma semelhança de técnicas, táticas e equipamentos com o que se faz hoje. Provavelmente qualquer Exército dos anos 40 não duraria 10 minutos contra um Exército moderno.

Deixe o seu ego fora do combate. Ele não vai salvar a sua vida. A tecnologia, sim.